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Avião caiu em São Paulo e mata 2 pessoas

De acordo com o Corpo de Bombeiros , duas pessoas morreram. Um deles era o piloto do avião, Guilherme Murback.

Segundo o tenente André Elias, do Corpo de Bombeiros, veículos também foram atingidos — entre carros e caminhões. O acidente ocorreu na rua Antonio Nascimento Moura, na altura do nº 100 da avenida Santos Dumont, no bairro de Santana, zona norte. A aeronave decolou do Campo de Marte às 15h55 e caiu logo em seguida, fora da área do aeroporto. O avião tinha prefixo PR-JEE, com capacidade para seis pessoas, e, segundo o sistema da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), trata-se de um monomotor de pouso convencional de 1.724 quilos, de propriedade de Fernando Matarazzo.
Segundo informações da Anac, a aeronave estava em condições de operar “com segurança e com todos os requisitos estabelecidos no projeto de tipo, manuais e normas da ANAC”. O avião é de um modelo antigo da empresa norte-americana de aviação Cessna, que deixou de ser fabricado na década de 1980.Uma aeronave de pequeno porte, modelo Cessna C-210, caiu na tarde desta sexta-feira (30) sobre ao menos duas casas próximo ao aeroporto Campo de Marte, na zona norte de São Paulo.

Doze feridos estão em atendimento. Eles foram encaminhados para três hospitais: Municipal do Tatuapé, na zona leste; Hospital Geral Vila Penteado, na zona norte; e Samaritano, na região central. Cinco dessas vítimas estavam dentro das casas atingidas.

“Não descartamos a possibilidade de mais vítimas, até que a informação do número de ocupantes da aeronave esteja confirmada, quantas pessoas estavam nas residências, quantas ocupavam veículos. Vamos continuar trabalhando em busca de vidas”, disse o tenente André Elias ao Brasil Urgente.

Em entrevista à BandNews, o tenente afirmou que os 12 feridos não correm risco de morte, que são vítimas leves, mas que são necessários exames hospitalares para confirmar o diagnóstico.

Segundo o tenente, o risco de desabamento das casas que o avião atingiu não é descartado. “Foi um colapso estrutural até pela energia do choque. Mas, uma vez que os bombeiros no local estão fazendo um combate no interior da residência em busca de vitimas, trabalhamos com risco minimizado”.

De acordo com os Bombeiros, 16 viaturas foram deslocadas ao local e 56 homens. O fogo já foi completamente controlado.

Investigação

O aeroporto Campo de Marte foi fechado para pousos e decolagens por tempo indeterminado. Investigadores do Seripa IV (4º Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), pertencente ao Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), estão no local do acidente para investigar o que pode ter causado a queda do avião.

Eles fazem uma ação inicial de ocorrência, que consiste em fotografar cenas, retirar partes da aeronave para análise, reunir documentos e ouvir relatos de pessoas que possam ter observado a sequência de eventos.

“A conclusão de qualquer investigação conduzida pelo Cenipa terá o menor prazo possível, dependendo sempre da complexidade do acidente”, informou o órgão em nota. Segundo o Cenipa, a investigação tem como objetivo prevenir que novos acidentes com as mesmas características ocorram.

Rasante e labareda

O economista Carlos Carneiro Filho, que trabalha em uma empresa situada na Avenida Braz Leme, viu o momento da queda e relatou ao Estadão Conteúdo. “Vi que o avião subiu do aeroporto, fez um rasante nas árvores e caiu em uma rua bem em frente da Totvs [onde ele trabalha], atrás de um posto de gasolina.”

Segundo Carneiro Filho, logo após a queda, houve uma explosão. “Explodiu, deu bastante estrondo e uma labareda bem alta.”

O arquiteto Vainer Ragusa, de 50 anos, passava pela Brás Leme, após sair de uma consulta médica, quando viu a queda. “Estava no farol da Brás Leme, no sentido Santana. Vi que o avião levantou voo e perdeu potência, começou a baixar e caiu entre a rua e uma casa”, contou ao Estadão. “Estava a uns 200 metros e senti o calorão. Foi muito feio.”

Jorge da Cruz, que trabalha em uma concessionária em uma rua paralela ao local do acidente, presenciou os momentos após a queda. “Ouvi o barulho da aeronave passando e logo em seguida um estrondo, uma labareda que parecia filme e logo outra explosão na sequencia, muita fumaça preta e aí vimos que era uma aeronave”, relatou à BandNews.

Uma testemunha do acidente, que se identificou como Tomás, falou à TV Bandeirantes que passava pelo local quando o avião caiu. De acordo com ele, havia uma fila de 15 a 20 carros em um semáforo próximo à avenida Braz Leme quando o acidente ocorreu.

“Assim que o semáforo fechou, pudemos ver a explosão à nossa frente”, disse. “Quando a gente viu a labareda, não sabia se dizer se era aeronave ou botijão de gás — só conseguimos sentir o calor o intenso calor. Parecia uma bola de fogo”.

De acordo com o rapaz, ele estava a cerca de 20 metros de uma das casas atingidas pela aeronave. Ele afirma ter visto também o motorista de um caminhão de lixo atingido pelo fogo.

“No momento da explosão, vi três veículos que incendiaram – foi o tempo de as pessoas pularem fora e correr pela própria vida. Um funcionário de um caminho de lixo atingido saiu com o braço em chamas”, relatou.

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