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Menina de 6 anos com síndrome de Down é excluída de formatura de escola

É desprezível e lamentável a atitude desta escola

Foi por acaso que os pais de Isabela, 6 anos, ficaram sabendo sobre a formatura do ensino infantil da filha.
Telma Cassiano, 39, professora do ensino infantil da rede municipal de ensino e que está grávida de 6 meses de uma gestação de risco, viu a pressão subir às alturas, depois que constatou que a filha tinha sido excluída da formatura. Chorando, ligou para a cunhada. “Eu não conseguia entender nada. Quando me dei conta do que tinha acontecido, também cai no choro. Disse à ela que isso não ficaria assim e que as pessoas iriam saber o que aconteceu com a Isabela”, desabafou Fabricia.
Na mesma hora, a tia fez uma homenagem à sobrinha no Facebook, seguida de uma nota de repúdio à escola municipal Cristo Redentor, de Oliveiras (MG). No post, ela contou que Isabela tem a síndrome do amor. “Quero apresentar a Isabela! Sim, ela é minha sobrinha! E sim, ela tem a síndrome do AMOR! Antes de desabafar, quero parabenizar a minha princesinha. Parabéns por sua formatura! Voe Isabela, que nada e nem ninguém te impeça de voar bem alto, meu amor”, escreveu.
“Será que alguém desta “ESCOLA” se assim podemos dizer, pensou como ela se sentiria? Como os pais estão sentindo nesse momento vendo a exclusão ao invés do que tanto lutamos que é a inclusão em sala de aula? Será mesmo que esses “Educadores” fazem por amor o que lhes foi confiado. A Isabela se forma amanhã! Os pais nem receberam o convite da formatura da filha! É lamentável, desprezível, desumano o que vocês fizeram! Isabela não é diferente de nenhuma outra criança! Mas tenho certeza que ela é muito melhor do que os professores e diretores desta escola! O que sobra nela que é amor, falta em vocês!”, disse a tia da menina.
Diante da repercussão do caso nas redes sociais, a diretora da escola foi até a casa dos pais para fazer o convite e chamar a menina para a festa, que aconteceria no outro dia. Mas os pais de Isabela disseram que não iriam, pois a exclusão já havia acontecido e, também, porque a filha não estava muito bem de saúde.
“Não dava mais para arrumar o que já foi feito. É uma tristeza muito grande e eu espero, do fundo do meu coração, que a escola reveja seus conceitos, seus valores e que não exclua mais ninguém. A Isabela, assim como toda a criança com síndrome de Down, não é diferente de ninguém, ela aprende, tem seus sentimentos e o direito de se formar, como todo mundo”, disse Fabricia bastante emocionada.

“O duro foi saber que isso não acontece só com a Isabela. Não podemos ficar caladas. Se fala tanto em inclusão, mas na prática isso realmente não acontece. Isso precisa acabar”.

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